Por que se usam sapos em feitiçaria?

Nos últimos tempos aumentou o número de pessoas que procuram o esotérico Professor Michel para desfazer supostos feitiços feitos através da "costura da boca de sapos". Muitos alegam que consultaram videntes e foram alertados de que teriam sido vítimas dessa maldição. Desejam solução imediata, "antes que a praga os atinja".

Por atender pessoas de todo o Brasil e de outros países, o Professor Michel nota que o medo da "Praga do Sapo" é muito disseminado. Falsos profissionais da Astrologia, videntes espertalhões, ciganos de araque e toda sorte de charlatães místicos exploram isso e convencem clientes ingênuos a desembolsar muito dinheiro para desfazer a falsa "maldição".

É uma variante do que se conhece nos meios policiais como "Conto da Macumba", uma forma de golpe que explora a ingenuidade alheia.

O SAPO E A MAGIA NEGRA - Afinal, costurar a boca do sapo serve para qual finalidade em magia? O sapo é considerado pelos feiticeiros um excelente condensador vivo, “bioelétrico”, para o melhor êxito da magia negra endereçada a determinada pessoa.

O sistema nervoso do sapo é tido desde tempos remotos como poderosíssimo captador de energias negativas do ambiente e das pessoas, assim como o filtro de pedra absorve e retém os detritos deixados pelas águas poluídas.

Um sapo enfeitiçado condensa os fluidos densos que vibram em torno de si. Mas tem a propriedade natural de se desfazer dessas energias maléficas pelo simples funcionamento do seu corpo, que as filtra e elimina.

Valendo-se disso, bruxas sempre usaram o sapo em magia negra, visando prejudicar as pessoas. No ritual o sapo é submetido a muito sofrimento. Isso faz com que seu corpo inverta a função natural de filtrar a negatividade do ambiente, passando a "exalar" maus fluídos. É como se o sapo enfeitiçado "suasse" energias espirituais, que podem até matar.

A atmosfera eletromagnética inferior irradiada pelo sapo é potencializada pelo feiticeiro. Depois transforma-se numa aura que alimenta miasmas, embriões, bacilos, larvas e elementos primários do astral inferior.

No feitiço de "costurar a boca do sapo", objetos colocados nas entranhas do animal (furtados da pessoa que se quer prejudicar) funcionam como "antenas", mandando os maus fluidos "suados" pelo sapo enfeitiçado para a aura do embruxado. Esses fluidos buscam, naturalmente, a aura da vítima da bruxaria.

O feiticeiro submete o sapo ao processo de “eletrização”, mas o faz no sentido de transformá-lo num campo magnético subversivo. Em seguida, coloca-lhe no ventre os objetos roubados ou desmaterializados da vítima, como botões de roupa, fragmentos de cigarros, fotografias, cabelos, moedas, medalhas, anéis ou agulhas, que estão impregnados do éter-físico da vítima. Esses objetos servem de "antena de microondas". Como o sapo sofre terríveis castigos nas mãos do feiticeiro, esse sofrimento vai direto para a vítima.

PERIGOS AOS LEIGOS - O esotérico Professor Michel alerta as pessoas de que é extremamente perigoso tentar fazer magias com sapos, sem conhecimento profundo. "Acham que basta pegar um sapo qualquer (há uma espécie certa para isso), linha, agulha, objetos da vítima e costurar a boca do pobre animal. Se não seguirem os antigos costumes dos bruxos irão liberar a negatividade para si mesmas, correndo até risco de morte. Ou seja: nesses casos, o feitiço certamente vai virar contra o feiticeiro. Sei de muita gente que morreu assim", adverte.

Feitiços que usam o sapo como instrumento são de origem européia, usados há milênios. Foram tão disseminados na Inglaterra que o país foi obrigado a criar uma lei ambiental para proteger esses pequenos animais da extinção.

No Brasil pouquíssimas pessoas conhecem a tradição correta desse tipo de magia negra. Por isso, as pessoas não devem temer se algum suposto vidente lhes disser que são vítimas da "Praga do Sapo": com certeza é um golpe. "No interior do Brasil o temor dessa espécie de macumba é grande. Mas há vigaristas aplicando esse conto até em grandes cidades", comenta o Professor Michel.







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